jeudi 19 février 2026

Today in Alenquer


 








Homem do leme



Sozinho na noite Um barco ruma Para onde vai? Uma luz no escuro Brilha a direito Ofusca as demais E mais que uma onda Mais que uma maré Tentaram prendê-lo Impor-lhe uma fé Mas, vogando à vontade Rompendo a saudade Vai quem já nada teme Vai o homem do leme E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder No fundo do mar Jazem os outros Os que lá ficaram Em dias cinzentos Descanso eterno lá encontraram E mais que uma onda Mais que uma maré Tentaram prendê-lo Impor-lhe uma fé Mas, vogando à vontade Rompendo a saudade Vai quem já nada teme Vai o homem do leme E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder No fundo horizonte Sopra o murmúrio Para onde vai No fundo do tempo Cresce o futuro É tarde demais E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder

Semen


Semen, semen, semen, semente Dum corpo que sai do corpo da gente Velha disputa do sexo Nunca é quem se espera, terá isso nexo? Será menino ou menina? Ao pai pouco importa, é mais um anexo Bem, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Vê, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Semen, semen, semen, semente Dum corpo que sai do corpo da gente Velha disputa do sexo Nunca é quem se espera, terá isso nexo? Será menino ou menina? Ao pai pouco importa, é mais um anexo Bem, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Vê, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Bem, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Vê, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Vê, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem Vê, ninguém vê o que tem Só vê o que não tem

Se me amas


Se me amas Se me queres Não procures aquilo que Não há em mim Se me amas Se me queres Não me prendas Sempre ao pé de ti Se me amas Se me queres Não faças de mim palhaço Não quero ser um fracasso Nas tuas mãos Já te disse toma cuidado Que o amor quere-se bem passado Quando chega a submissão Quando chega a obrigação Há por aí muitas damas Se me amas Se me amas Se me queres Não me faças nunca, nunca Dizer que não Se me amas se me queres Não faças de mim palhaço Não quero ser um fracasso Nas tuas mãos... Já te disse toma cuidado Que o amor quere-se bem passado Quando chega a submissão Quando chega a obrigação Há por aí muitas damas Se me amas Já te disse toma cuidado Que o amor quere-se bem passado Quando chega a submissão Quando chega a obrigação Há por aí muitas damas Se me amas Se me amas Se me amas Se me, se me amas Se me amas Se me amas Se me, se me, se se me Se me amas






Mas o que é que eu vou fazer? Eu vou pra longe, pra muito longe, Fazer-me ao mar, num dia negro, Vou embarcar num barco grego, Falta-me descobrir, há tantas portas por abrir. nuvem branca, nuvem preta a passar entre as terras e os céus. Onde estou? O que estou aqui a fazer? Para onde quero ir? O que vou fazer aqui antes de me ir embora? O que vou fazer num outro lugar? Quero.

Esta cidade


Quer eu queira, quer não queira, esta cidade Há de ser uma fronteira e a verdade Cada vez menos, cada vez menos Verdadeira Quer eu queira, quer não queira No meio desta liberdade Filhos da puta sem razão e sem sentido No meio da rua, nua, crua e bruta Eu luto sempre do outro lado da luta (luta, luta) A polícia já tem o meu nome Minha foto está no ficheiro Porque eu não me rendo Porque eu não me vendo Nem por ideais, nem por dinheiro E como eu sou e quero ser sempre assim Um rio que corre sem princípio nem fim O poder podre dos homens normais Está a tentar dar cabo de mim Cabo de mim

Prisão em si


E numa prisão em si Não saindo do que é seu Foi esquecido Adormeceu À procura do amanhã Andam homens inseguros Erguem escadas Partem muros A nós os montes imundos Dêem-nos os vales profundos Sítios onde vê Impossível ir Ergam escadas Partam Muros

As Torres Da Cinciberlândia



Ele há um sítio entre a estrada e o mar Que fica de fora para quem lá quer entrar Tem uma porta escondida pelo azar Que só se abre para quem lá quer entrar Às tantas pensas que é tudo a brincar É todo o espaço que cresce com o teu ser É o tempo que se dobra ao passar Será real tudo o que estás a ver Já vi as torres da Cinciberlândia São sete torres a riscar o céu Já vi as torres da Cinciberlândia Com os olhos que Deus me deu Sete e tão altas que devem ultrapassar O fim do mundo, até o fim do ar Ninguém lá mora, só servem para brilhar P'ra quem as vê, p'ra quem lá quer chegar Já lá voltei, procurei o lugar Não o achei, cansei-me de andar Já era tarde, não ia mais voltar Aquele sítio entre a estrada e o mar


Vossa Excelência

Estão nas mangas dos senhores ministros Nas capas dos senhores magistrados Nas golas dos senhores deputados Nos fundilhos dos senhores vereadores Nas perucas dos senhores senadores Senhores! Senhores! Senhores! Minha senhora! Senhores! Senhores! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Sorrindo para a câmera Sem saber que estamos vendo Chorando que dá pena Quando sabem que estão em cena Para as câmeras Sem saber que são filmados Um dia o sol ainda vai nascer quadrado Estão nas mangas dos senhores ministros Nas capas dos senhores magistrados Nas golas dos senhores deputados Nos fundilhos dos senhores vereadores Nas perucas dos senhores senadores Senhores! Minha senhora! Minha senhora querida! Senhores! Senhores! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Filha da Puta! Bandido! Malditos! Ladrão! Isso não prova absolutamente nada cidadão! Sob pressão da opinião pública É que não haveremos de tomar nenhuma decisão! Vamos esperar que tudo caia no esquecimento Sim! Aí então Faça-se a justiça! Sorrindo para a câmera Sem saber que estamos vendo Chorando que dá pena Quando sabem que estão em cena Para as câmeras Sem saber que são filmados Um dia o sol ainda vai nascer quadrado Estamos preparando vossas acomodações, excelência Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão! Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!






Torrential rains and landslides

 Destroyed roads in Arruda dos Vinhos...


February 11 11PM


Reconstruction work days after on the dike and the highway deck that crosses the river.









Portuguese Air Force helicopter showing Rio Mondego floods.


Increased river flows and reservoir volumes due to torrential rains in recent days. On the Mondego River in Coimbra, the dike protecting the riverbanks and surrounding land collapsed, causing flooding and the collapse of part of the highway deck that crosses the river. 
The reservoirs are full and must be released in a controlled manner. But even with controlled release, and with the torrential rains, river flows increase, causing flooding in the surrounding areas, towns, and cities.


Mosteiro de Santa Clara, Coimbra

















Coimbra



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    Portugal dos Pequeninos, Ruinas Romanas de Cónímbriga

Portugal dos Pequenitos












Portuguese Discoveries map 









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